politica do café com leite

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Prudente de Morais




Damos o nome de política café-com-leite ao arranjo político que vigorou no período da história do Brasil conhecido como República Velha. O mesmo se baseou em uma espécie de acordo entre as oligarquias das províncias de São Paulo e Minas Gerais e o governo federal no sentido de controlar o processo sucessório, para que somente políticos paulistas e mineiros fossem eleitos à presidência.

Isso foi possível pelo fato de Minas Gerais ter sido a província mais populosa na época, e, conseqüentemente, ter a maior representação na Câmara dos Deputados. São Paulo vinha logo atrás. Além disso, estas eram as duas províncias mais ricas do Brasil. O nome “café-com-leite” deriva das principais atividades econômicas praticadas nas mesmas: São Paulo era o maior produtor de café e Minas Gerais era um grande produtor de leite.

A base da política café-com-leite tinha nome: coronelismo. Na época, os coronéis, grandes latifundiários, tinham o direito de formar milícias em suas propriedades e combater qualquer levante popular. Assim, trabalhadores e camponeses se viam subordinados ao poder militar e, sobretudo, político dos coronéis. Contrariar o candidato preferido do coronel na eleição, por exemplo, era uma atitude que poderia resultar no assassinato do indivíduo, uma vez que o voto era aberto. Essa dinâmica eleitoral ficou conhecida como “voto de cabresto”.




Primeira República (3 de 3): Política de café com leite




A república garantiu aos estados algo que havia sido ambicionado por todo o século XIX: o federalismo. Contudo, o governo central encontrou uma forma de centralizar o poder, mantendo os interesses das principais elites nacionais e a estabilidade política, trata-se da política dos governadores.

Por meio da política dos governadores a presidência apoiava os governadores estaduais, em troca, os governadores garantiriam a eleição de deputados dóceis a seus interesses e aos interesses da presidência. Trata-se de uma troca de favores, com a máxima: “é dando que se recebe”. Assim, nos estados se perpetuava oligarquias locais, e da mesma forma, no cenário nacional havia o predomínio das oligarquias de São Paulo e Minais Gerais.

O predomínio de SP e MG na política nacional ficou conhecido como “política do café com leite”, pelo fato dos dois estados serem grandes produtores de café. As elites políticas desses dois estados se alternaram no poder presidencial durante toda a Primeira República, que passou a ser conhecida como República do Café com Leite.



Os governadores, para garantir o apoio necessário ao presidente da república contavam com o auxilio da ajuda dos grandes fazendeiros, conhecidos, também, como coronéis. Muitas famílias vinham acumulando poder em seus rincões desde a criação da Guarda Nacional – donde surgiu o fenômeno do coronelismo – ainda no governo de D. Pedro I. Neste momento, esses fazendeiros são verdadeiramente a lei em seus municípios, intimidando, favorecendo, protegendo, punindo, coagindo e prometendo favores.
Esses coronéis garantiam eleitores para a reprodução da política dos governadores através do chamado voto de cabresto. O “voto de cabresto” é uma das formas usuais de garantir a fidelidade do eleitor, trazido como gado do campo, de onde sai apenas para votar, já portando a cédula com os nomes dos candidatos que deveriam ser votados. Há de se observar que num momento em que não existia a Justiça Eleitoral, era em meio a uma população predominantemente rural da coesão por meio da força física ou a troca de favores.

Abaixo temos algumas cartoons que ilustram com precisão algumas das práticas da República Velha, especialmente a política do café com leite e o voto de cabresto. cafe_com_leite_2.JPG café com leite

Voto_de_cabresto.jpg votode cabresto

as_proximas_eleições_de_cabresto.jpg as proximas eleições... "de cabresto"






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SP X MG



terça-feira, 18 de maio de 2010

===Era Vargas===

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Legado Trabalhista

"Trabalhadores do Brasil!" Era com esta frase que Getúlio iniciava os discursos. Na visão dos apoiadores de Getúlio, ele não ficou só no discurso.
A orientação trabalhista do governo de Getúlio, que no ápice instituiu a CLT com o salário-mínimo, limitação da jornada de trabalho, férias remuneradas, a proibição de demissão sem justa causa do empregado após 10 anos no emprego (caída em desuso, posteriormente, com o advento do FGTS em 1966), e o 13º salário instituído pelo seu seguidor João Goulart, fizeram das leis trabalhistas no Brasil, uma das mais protecionistas do mundo.
Estas leis, quase todas em vigor até hoje, na visão dos apoiadores de Getúlio, são como um legado de proteção ao trabalhador formal, aqueles que possuem a CT (Carteira de Trabalho), criada por Getúlio.

Critica à Republica Velha com a politica atual.


Diferenças entre as Republica


Durante e a Republica velha todos eram privados de inúmeras coisas principalmente as mulheres, suas privações começaram a partir da constituição com a exclusão do processo politico que compunham três quartos dos brasileiros em idade adulta e sem direitos políticos incluindo os analfabetos....

Atualmente vivemos em um mundo modernista onde podemos ir e vir, as mulheres já ocupam seu espaço na sociedade incluindo o direito do voto exercendo também seu direito a cidadania, hoje podemos vivenciar mulheres trabalhando em locais que antes só homens poderiam, felizmente encontramos muitas mulheres que ocupam um bom lugar na sociedade....

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A Constituição de1891
Promulgada a 1ª Constituição Republicana assumem o poder os Marechais Manuel Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.
No início de 1890, iniciaram-se as discussões para a elaboração da nova constituição, que seria a primeira constituição republicana e que vigoraria durante toda a República Velha. Após um ano de negociações com os poderes que realmente comandavam o Brasil, a promulgação da Constituição Brasileira de 1891 aconteceu em 24 de Fevereiro de 1891. O principal autor da constituição da República Velha foi Rui Barbosa. A constituição de 1891 era fortemente inspirada na Constituição dos Estados Unidos.

A legitimação da república por plebiscito
Somente em 21 de abril de 1993, o povo brasileiro pode livremente escolher, através de um plebiscito nacional, o sistema de governo (presidencialismo ou parlamentarismo). A escolha popular por ampla maioria de 84% dos votos válidos foi pela república presidencialista, o que deu legalidade ao tipo de governo implantado pelo golpe de estado de 15 de novembro de 1889.

A consolidação da República

No início da república, muito se temeu, especialmente no meio militar, uma restauração monárquica, que se aproveitaria da fragilidade do novo regime republicano. Manifestações a favor da volta da Monarquia eram reprimidas.




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